Pernod Fils

Pernod e Pastis

Um grande amigo me presenteou recentemente, ele trouxe uma garrafa de Absinto Pernod Fils para bebermos juntos (calma, não bebemos a garrafa toda, só uma taça cada um, risos) mas vamos direto ao ponto.

O Pernod Fils era o tipo o mais popular de absinto antes de 1915 (ano em que foi proibido na maior parte da Europa). O sabor predominante no Pernod Fils, como todo o absinto, era o anis, que tem um gosto notadamente licoroso. Como a maioria dos absintos, o Pernod Fils foi produzido macerando-se as ervas o grande absinto, erva-doce, melissa e anis em um alambique de cobre onde fossem destiladas, para produzir um licor transparente.

Uma parte do produto destilado foi embebida então com mais ervas de coloração verde, tais como o hissopo e o pequeno absinto, para produzir um licor verde-colorido que então fosse filtrado e misturado com a parte principal. Ista era na maior parte para dar sabor e aroma adicionais ao absinto, mas igualmente tinha o benefício de realçar seu apelo visual. O produto final foi reduzido a 68% de álcool.

As origens deste tipo de absinto tiveram origem por volta de 1792, o que lhe faz o mais velho de todos os tipos dos licores que nós chamamos de absinto hoje. De acordo com a lenda neste ano em Neuchâtel – Suiça que o Dr. Pierre Ordinaire produziu um licor de absinto feito com anis, melissa e camomila. A receita entrou então as mãos do Pernod de Henri Louis e Daniel Henri Dubied que abriram a primeira destilaria de absinto em Couvet na Suiça, no ano de 1797.

Pernod construiu mais tarde uma outra destilaria em Pontalier na França em 1805. Deve-se a isto Pontarlier tornar-se para sempre uma das cidades das mais famosas do absinto em toda a Europa. Em 1901, um incendio tenebroso devorou a fábrica, destruindo a destilaria original (falaremos a respeito disto em outro momento). Uma nova destilaria, maior foi construída em seu lugar e passou a produzir 30.000 litros de absinto por dia.


Após a proibição passaram a fabricar pastis* sem a adiçao da Artemisia absinthium. Fizeram isto com algum sucesso, deixando-nos com a companhia francesa moderna do Pernod-Ricard. Pastis são bebidos a mesma maneira que o absinto, usando um vidro alto, do estilo cálice, um jarro de água gelada ou de uma fonte, um cubo de açucar, e uma colher entalhada em que o cubo de açúcar é colocado e desintegrado pelo gotejar da água (o uso moderno dilui simplesmente os pastis com a água fria).

Hoje, com a legalização de baixos níveis de Thujone bebidas alcoólicas na Europa, o Pernod-Ricard tentou recriar o que pensaram ser o absinto novo da Pernod-Fils. Com o absinto que ganha algum estrelato comercial aparecendo em uma escala dos filmes, incluindo do From Hell, Dracula de Bram Stoker e Moulin Rouge, o absinto novo da Pernod teve algum sucesso moderado por toda França e outros países na União Europeia.

A propósito o ultimo post foi sobre van Gogh e como já dito outras vezes muitos artistas mencionaram o absinto em suas obras… acima deixo uma obra de Monet: O Bebedor de absinto”.



A algum tempo drinques foram criados para homenagear os mais célebres apreciadores do mito, como Hemingway (duas doses de absinto diluídas em uma taça de champanhe com gelo) e Monet (uma dose de absinto e duas doses de soda misturadas com hortelã masserada e gelo).

Seja da forma que for um bom absinto é sempre bem vindo… alguem por ai quer experimentar um Pernod Fils?

*A palavra pastis provém do occitano provençal pastís, Significando pasta ou mistura, mas também aborrecimento, situação desagradável ou confusa. O Pastis é o resultado da maceração de diversas plantas. É apreciado como aperitivo, completado com água.

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