Algo sobre a erva Artemisia Absinthium…
Planta perene bastante folhosa, com caules eretos e folhas penatipartidas alternas. Toda a planta está coberta de penugem cinzenta-prateada. Os caules terminam em panículas de capítulos amarelos. Os frutos são aquênios. O absinto cresce na Europa, Ásia e África, em locais secos, entre as associações herbáceas, como erva daninha. É utilizada desde a Antiguidade para tratar perturbações digestivas.

Colhe-se o caule com folhas, que é cortado a cerca de trinta centímetros do cimo do caule. Arrancam-se ao mesmo tempo as folhas da roseta e do resto do caule. A principal substância ativa é um óleo essencial que contém tuiona e tuiol, um suco amargo, a absintina, ácidos orgânicos e taninos. As partes ativas são muito amargas. São utilizadas em tratamentos internos, quer puras quer misturadas, para estimular o apetite, a secreção dos sucos gástricos e da bílis, contra as cólicas intestinais e os parasitas intestinais (como estomáquico, amargo e colagogo). Prepara-se uma infusão à razão de uma ou duas colheres de café de caules cortados por chávena de água ou consome-se diretamente o pó na dose de um grama três vezes por dia. A decocção de absinto é utilizada em gargarejos e compressas sobre as contusões. O caule fresco permite isolar o óleo essencial que entra na composição de uma tintura para aliviar as cãibras. Um consumo prolongado, sobretudo de bebidas alcoólicas à base de absinto, provoca habituação que se manifesta por cãibras, perdas de conhecimento e mesmo perturbações nervosas irreparáveis.

Por Cândido Ruiz
Aproveitando o ensejo… lhes oferto um drink
Je via sano! (A vossa saude em Esperanto)
Dita Von Teese – The Absinthe Glass
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